Olá, pessoas, tudo bem?

Hoje resolvi falar de uma das maravilhas dos Hardwares, o SSD, com certeza você já dever ter ouvido alguém falar essa sigla em algum lugar, afinal agora está se difundindo e os preços estão ficando cada vez mais acessíveis. Então vamos entender o que é SSD ?

O SSD (solid-state drive) é uma nova tecnologia de armazenamento considerada a evolução do disco rígido (HD).

Mas para entender realmente a diferença entre o SSD e um HD convencional temos que saber como um HD funciona.

O HD surgiu em meados do século passado. O nome vem do inglês “Hard Disk Drive”, razão pela qual ele também é referido como HDD. Em bom português, o chamado disco rígido é uma memória não volátil, o que significa que as informações são mantidas mesmo após o aparelho ser desligado.

Por isso, o componente é usado para armazenar arquivos, programas e o próprio sistema operacional, sendo empregado principalmente em desktops, notebooks, all-in-one e servidores.

Sua nomenclatura se deve à presença de discos duros, geralmente de alumínio, vidro ou cerâmica, onde as informações são guardadas. Chamada platter, a peça é coberta por uma fina película de material magnético. No centro, fica um eixo que faz os discos girarem em alta velocidade – os modelos atuais mais comuns variam entre 5.400 e 7.200 RPMs (Rotações Por Minuto).

Outra parte importante do HD é o braço mecânico, em cuja extremidade se encontra uma cabeça com um conjunto de ímãs. Eles ficam a nanômetros de distância da película magnética, detectando e/ou modificando a magnetização do material conforme os platters giram. É assim que cabeça magnética realiza o processo de leitura e gravação dos dados.

 

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O SSD tanto pode ser referido como “Solid-State Drive” (Unidade de Estado Sólido) quanto como “Solid State Disk” (Disco de Estado Sólido). No entanto, a primeira denominação é mais correta, pois esse tipo de armazenamento de massa não possui nenhum disco. O dispositivo é todo formado por circuitos integrados e em seu interior não há partes móveis, o que o torna absolutamente silencioso, mais rápido e menos propenso a danos físicos do que o HD.

O sistema de gravação e leitura, naturalmente, é diferente dos discos rígidos. A maior parte dos SSDs atuais armazena os dados em células de memória flash, que também são do tipo não volátil. É essa a versão usada em smartphones, tablets e computadores mais novos – e, por isso, na qual focaremos. Contudo, algumas unidades de estado sólido salvam dados em memória RAM ou mesmo no próprio semicondutor, ambas memórias voláteis, tornando impossível utilizá-las em aparelhos que precisem manter informações sem fornecimento de energia.

Na memória flash, a célula é composta por duas partes principais: o control gate (também chamado de controlador) e o floating gate. O controlador é a parte mais externa, que realiza a comunicação da memória com o computador e é responsável por ativar a célula. Os dados em si ficam armazenados no floating gate, que por sua vez é isolado por duas camadas de óxido de silício dotadas de carga negativa.

Para gravar informações, uma carga elétrica é aplicada ao controlador. A tensão “empurra” alguns elétrons para o floating gate, onde se mantêm por causa das camadas de óxido. Enquanto uma nova carga não é aplicada, o conteúdo do floating gate permanece inalterado, fazendo com que os dados possam ser lidos inúmeras vezes.

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Vantagens e desvantagens em relação ao HD

A ausência de partes móveis, principal característica de um SSD, traz diversas vantagens. Como não é necessário mover cabeças para lá e para cá, muito menos deixar um disco girando a uma velocidade altíssima, um SSD é silencioso, possui taxas de transferência maiores, tempos de acesso menores e não sofre com usuários desastrados que derrubam coisas no chão.

As taxas de transferência dos SSDs são realmente impressionantes se comparadas com as dos HDs voltados ao uso doméstico, que geralmente ficam entre 60 MB/s e 100 MB/s. Mas é no tempo de acesso que ele brilha: enquanto um HD comum demora 10 ou 15 milissegundos para acessar um arquivo aleatório, um SSD comum faz a tarefa em 0,1 ou 0,2 milissegundo. Isso, além de resultar em um tempo de boot menor, agiliza todas as operações do sistema. Eu costumo dizer que, hoje, o maior responsável pela lentidão nos PCs é o disco rígido.

A Samsung produziu um vídeo bem legal para comparar o desempenho entre um HD e um SSD. Monitoraram o tempo de inicialização do Windows, a abertura de um arquivo PDF de 25 MB, a capacidade de suportar altas vibrações e o consumo de energia em um notebook.

Farei mais alguns posts sobre SSD nos próximos dias.